sábado, agosto 30

Caixa de fotos.


Borboleta -criação: Michael LaFosse.

Esta caixa é presente para alguém que adora flores.

Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!

Mário Quintana



domingo, agosto 24

Leitura em boa companhia.


Acredito que além da fruição estética o que me atrai no origami é o desafio - vencer cada dobra. Mas confesso que também adoro os origamis simples, afinal existe uma beleza peculiar em tudo, basta saber olhar. Nesse momento dou a mão a Cora Coralina por meio desse maravilhoso poema.



Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.


Cora Coralina

sábado, agosto 9

Detalhes.


Quadro de origami.

Flor - criação Toshikazu kawasaki
Borboleta - criação Michael G. LaFosse
Folhas: criação ?

Quadro em madeira com aplicação de pátina provençal e papel para scrapbooking.

Quadro de origami.


Rosa- criação ?
Quadro medindo 28 x 36 cm com aplicação de craquelê sanduíche e 20 rosas em papel camurça 16x16cm.
A flor e a náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
[...]
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
[...]
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Carlos Drummond de Andrade

Que a flor da esperança nasça e cresça para todos nós.
Beijos.
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