domingo, dezembro 21

Anjo guardião.


O anjo foi criado por Ayako Brodek.

Talvez o fato de os homens serem tão imperfeitos não queira dizer que não tenha havido, e ainda existam, alguns exemplos de sublime bondade. Talvez mais que teoricamente justos, esteticamente sensíveis, politicamente inteligentes, o que nós precisamos mesmo ser é ativamente bons.
José Saramago

sábado, dezembro 13

Open Star para o pajé e Coisas do Brasil II.


Blogagem coletiva - Coisas do Brasil II – organizado por Andréa Motta: http://leioomundoassim.blogspot.com

Como a proposta é que cada blogueiro fale sobre sua cidade, vou afinar meu olhar com a arte local. Maiores informações sobre Pirassununga podem ser obtidas em http://pt.wikipedia.org/wiki/Pirassununga e http://pirassununga.zip.net/, lá encontrarão dados sobre universidades, CEPTA-IBAMA, geografia, economia local, personalidades, historia, inclusive fotos.

A semente da Arte está plantada nessa terra, foi e é cultivada e colhida desde os tupis-guaranis, primeiros habitantes, até os atuais pirassununguenses. Com exemplo vejam os textos abaixo.

Dos índios tupis-guaranis temos várias lendas, entre elas:

A origem das estrelas
Conta-se que há muito tempo um velho pajé sentiu que a morte o queria levar para a Terra de Trovão, onde havia muita caça, frutos e formosas índias. No firmamento existiam apenas o sol e a lua...e nenhuma estrela. Durante a lua nova, quando as noites eram escuras como carvão, os índios ficavam amedrontados e tristes, pois a luz não aparecia e não havia nenhum sinal no céu - havia somente o lamento dos índios e dos animais. Foi na época da lua nova que o velho pajé deixou esta terra para ir morar na Terra de Trovão. Porém, como era bondoso para com todos e desejando caminhar por uma estrada cheia de luzes após a morte e dissipar o medo de todos por ocasião da lua nova, o velho pajé, nos seus últimos instantes, numa noite escura, levantou-se de sua rede e se dirigiu a um pântano próximo, onde havia muitos vaga-lumes. Apanhou-os e os atirou um a um para o céu, onde ficaram pregados para sempre, iluminando, com seu cintilar, todas as noites do mundo, sobretudo por ocasião da lua nova. Desde então os homens volvem os seus olhos para o céu, em todas as noites, para contemplar os vaga-lumes do velho pajé de Pirassununga.
(Manuel Pereira de Godoy, Contribuição à História Natural e Geral de Pirassununga; vol. I)

Para ficar com apenas um exemplo dos atuais artistas, transcrevo um poema de Kleber Abreel.

Soneto de passagem

Passa o sonho e com ele vai-se o medo,
Fica a conquista, nasce a confiança.
Passam a noite, o escuro e seus segredos,
Vão-se as sombras, da luz surge a esperança.

A infância passa e passa muito cedo,
Os contos ficam, ficam as lembranças.
Passa a vida, vida que pouco entendo,
Ficam os ideais e a perseverança.

Passa o tempo, caem os preconceitos,
As glórias ficam e os ensinamentos
Persistem a cada dia, a cada vez...

Passam as águas, permanecem os leitos,
Mas nem tudo passa de um só momento:
Ficam vocês em nós, nós em vocês!

(Kleber Abreel, Terra e Corpo)

Podemos, ainda, trazer para esse palco a poetisa Nevinha, o músico Luiz Carlos Pereira Júnior (Thatú Pereira), a atriz Cacilda Becker, o cantor Nenete (Waldemar de Franchesi) e tantos outros artistas anônimos (pintores, músicos, bailarinas, artesãos) que lutam pela cultura e pela arte e podem ser relembrados e vistos em praças públicas, feiras, eventos, conservatório, teatro, escolas, exposições...
....× (¨`·.·´¨)
(¨`·.·´¨)¸.·´Beijos
.`·.¸.·´ Ivani

sábado, dezembro 6

Electra rosa.



Kusudama Electra: criação de David Mitchell.
Anel de compostela: criação de Mette Pederson.
Na kusudama foi utilizado papel de presente 10x10cm.

Adorei dobrar a Electra e o Anel de Compostela, são lindos origamis, no entanto não gostei dos dois no mesmo móbile,  pois acho que um peça tão grande no final o deixa "pesado".
Esconde-esconde

Me escondo
atrás da porta,
atrás do armário,
no fundo do poço,
dentro do espelho,
na curva do rio,
no meio do vento,
dentro de mim.

Roseana Murray

....× (¨`·.·´¨)
(¨`·.·´¨)¸.·´Beijos.`·.¸.·´ Ivani

domingo, novembro 30

Frans Krajcberg


Exposição na Oca, Parque do Ibirapuera, São Paulo, do artista Frans Kracjberg – o poeta dos vestígios. Com sua arte engajada pretende denunciar, provocar reflexão e conscientizar sobre a questão das queimadas das matas e florestas brasileiras. Kracjberg, 87, tem origem polonesa e e´ naturalizado brasileiro. As fotos não fazem jus ao trabalho do artista, é preciso ver com os próprios olhos.

Neste link há muito sobre esse “guerreiro” http://lanore.club.fr/fkmanifesteportugues.html

....× (¨`·.·´¨)
(¨`·.·´¨)¸.·´Beijos
.`·.¸.·´ Ivani

Museu da Língua Portuguesa.


Nesse sábado fiz um dos meus passeios preferidos: a museus, e em companhia de uma recente amiga que como eu adora arte e bons livros. Vou dividir um pouco com vocês.

Acima exposição temporária sobre Machado de Assis no Museu da Língua Portuguesa, Praça da Luz, São Paulo.

“ — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.”
(Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas)

....× (¨`·.·´¨)
(¨`·.·´¨)¸.·´Beijos
.`·.¸.·´ Ivani

segunda-feira, novembro 24

Coisas do Brasil 2 - blogagem coletiva.

A Andréa Motta do blog http://leioomundoassim.blogspot.com/2008/11/coisas-do-brasil-2.html, está promovendo uma blogagem coletiva, objetivando fomentar a cultura por meio do olhar de cada blogueiro sobre sua cidade. A coletiva será em 13/12 - sábado. Para maiores informações e participação, acesse o link acima.

....× (¨`·.·´¨)
(¨`·.·´¨)¸.·´Beijos
.`·.¸.·´ Ivani

domingo, novembro 16

Poinsettia Floral Ball.



Nome: Poinsettia Floral Ball
Criação: Meenakshi Mukerji
Fonte: Marvelous Modular Origami
Papel utilizado: dobradura (encontrei um de excelente qualidade - finalmente)
Tamanho do papel: 10cm x 5cm


“VIRÁS comigo”, disse, sem que ninguém soubesse
onde e como pulsava meu estado doloroso
e para mim não havia cravo nem barcarola,
nada senão uma ferida pelo amor aberta.

Repeti: vem comigo, como se morresse,
e ninguém viu em minha boca a lua que sangrava,
ninguém viu aquele sangue que subia ao silêncio.
Oh amor, agora esqueçamos a estrela com pontas!

Por isso quando ouvi que tua voz repetia
“Virás comigo”, foi como se desatasses
dor, amor, a fúria do vinho encarcerado

que de sua cantina submergida soubesse
e outra vez em minha boca senti um sabor de chama,
de sangue e cravos, de pedra e queimadura.

Pablo Neruda


Luz e paz a todos!
Beijos dobrados!

domingo, novembro 9

Dentro do coração.





Nome: Blütenkreisel
Criação: Carmen Sprung
Fonte: http://www.origamiseiten.de/eig_2000/o_im05d.html
Papel utilizado: dobradura (acho que é esse o nome)
Tamanho: 30cm x 30cm
Tamanho final: 9cm

Em meu coração estão bem guardadas todas essas demonstrações de carinho que tenho recebido, essas palavras maravilhosas que vocês têm deixado para mim. Além disso, amo os blogs de todos vocês, são muito criativos, tenho aprendido muito, não apenas com os origamis e outras artes mas também com suas palavras. Elas me fazem lembrar de uma música que ouvia quando criança: Palavra não foi feita para dividir ninguém, palavra é a ponte onde o amor vai e vem.

Por isso dobrei esse origami especial, para demonstrar minha gratidão e carinho por todos que me visitam, deixam comentários, me dão selinhos, me inspiram...

Muita luz a todos!
Com carinho!
Ivani

Hino da Palavra

Palavra não foi feita para dividir ninguém,
palavra é a ponte onde o amor vai e vem;
onde o amor vai e vem.
Palavra não foi feita para dominar,
o destino da palavra é dialogar.
Palavra não foi feita para a opressão,
o destino da palavra é a união.
Palavra não foi feita para a vaidade,
o destino da palavra é a eternidade.
Palavra não foi feita para cair no chão,
o destino da palavra é o coração.
Palavra não foi feita para semear,
a dúvida, a tristeza ou o mal estar.
O destino da palavra é a construção,
de um mundo mais feliz, e mais irmão.
Palavra não foi feita para dividir ninguém,
palavra é a ponte onde o amor vai e vem;
onde o amor vai e vem.

sexta-feira, novembro 7

Hoje é dia de Cecília



Epitáfio da Navegadora

A Gastón Figueira

Se te perguntarem quem era
essa que às areias e gelos
quis ensinar a primavera;

e que perdeu seus olhos pelos
mares sem deuses desta vida,
sabendo que, de assim perdê-los,

ficaria também perdida;
e que em algas e espumas presa
deixou sua alma agradecida;

essa que sofreu de beleza
e nunca desejou mais nada;
que nunca teve uma surpresa

em sua face iluminada,
dize: “Eu não pude conhecê-la,
sua história está mal contada,

mas seu nome de barca e estrela,
foi: “SERENA DESESPERADA”.

Cecília Meireles

Essa postagem faz parte de uma blogagem coletiva para homenagear a grande escritora Cecília Meireles, foi brilhantemente ornizada pela Leonor Cordeiro.

Quer navegar pelo maravilhoso mundo de Cecília? Visite o blog da Leonor, encontrará outros blogs participantes.

Muita poesia a todos.

Ivani

sábado, outubro 25

Fragrance

Nome: Fragrance
Criação: tradicional
Diagramação e nomeação: Mio Tsugawa
Fonte: http://puupuu.ojaru.jp/zu/densyo/densyo1.html
Papel: coreano
Tamanho: 11,8cm x 11,8 cm
Peças: 60


O kusudama está sobre os primeiros botões do jasmim–dos-poetas plantado por mim. Trata-se de uma trepadeira que cresce rapidamente, suas flores são delicadas e muito perfumadas. Devo confessar que o kusudama me surpreendeu pela beleza e, apesar das 60 peças, é fácil de dobrar.


Uma notícia

Uma notícia irrompe nesta árvore
e ganha o mundo: verde anúncio eterno.
Certo invisível pássaro presente
murmura uma esperança a teu ouvido.

Carlos Drummond de Andrade


Beijos dobrados!
Ivani

quinta-feira, outubro 23

Hoje é dia de Cecília.



Photobucket

Estou trazendo esse selinho do blog da Leonor Cordeiro, que gentilmente ensinou-me a postá-lo, ela está promovendo uma blogagem coletiva para o dia 7 de novembro visando homenagear a grande escritora Cecília Meireles.

Vamos colocar mais poesia no mundo? Basta visitar o blog dela e ver como participar.

Beijos

Ivani

domingo, outubro 12

Um punhado de encantamento e doçura.




Brincadeira que inventei para minha sobrinha de 3 aninhos: colhemos estrelinhas  - à noitinha vamos ao quintal,  escondo estrelinhas da sorte no bolso e ela escolhe uma no céu, cantamos "estrelinha tem tem seu pai aqui e sua mão também", finjo que pego e dou para ela. Feliz, minha queridinha escolhe outras. É muito divertido.

Na verdade essa brincadeira é uma adaptação de outra que eu fazia quanto criança “caçando” vaga-lumes, de uma fogueira retirava uma varetinha com brasa na ponta e cantava “vaga-lume tem tem, seu pai está aqui e sua mãe também”, e os bichinhos vinham...

Enfim, agora ela já tem uma coleção de estrelinhas, eu disse que faria uma caixinha para guardá-las, e aí está. Só que me empolguei e fiz mais duas: preta e branca para um corintiano e colorida para um artista. As caixas são criação da Tomoko Fuse e estão carregando bombons.


Beijos dobrados!

domingo, setembro 28

É primavera.

Pelas mãos do vento
Deus colhe flores no campo.
Que festa há no céu?

Luís Antônio Pimentel

domingo, setembro 14

Reinvenção.


Colori o lado branco do papel de presente com tinta Camurcyl (látex PVA solúvel em água), usei pincel condor 660-3, pintando do centro para as laterais. Deixei secar por uma noite, depois cortei o papel e fiz o kusudama. O resultado foi ótimo, ao toque tem-se a sensação de que o papel está emborrachado, é muito gostoso de dobrar.

Reinvenção

A vida só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas. . .
Ah! Tudo bolhas
que vêm de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.

Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Cecília Meireles


A poetisa já disse que “a vida só é possível reinventada”, como não dá para reinventá-la em seu sentido amplo, temos que fazer isso em porções pequenas todos os dias: colocar um sorriso no rosto, uma flor na mesa do jantar, olhar para o pôr-do-sol, para o luar (esses são sempre novos), brincar com uma criança, colorir o papel para dobrar um kusudama e mudar o visual do blog, afinal são os detalhes que fazem a diferença...

Beijos e boas dobras!

sábado, setembro 6

Morango com chantilly.

Eu também fiz um Blutenball, esse tem 30 peças, usei papel de presente 10cmx10cm, seu criador é Rocky Jardes. Depois de pronto me lembrou morango com chantilly.

Imagem

Meu coração tombou na vida
tal qual uma estrela ferida
pela flecha de um caçador.

Meu coração, feito de chama,
em lugar de sangue, derrama
um longo rio de esplendor.

Os caminhos do mundo, agora,
ficaram semeados de aurora,
não sei o que germinarão.

Não sei que dias singulares
cobrirão as terras e os mares,
nascidos do meu coração.

Cecília Meireles

sábado, agosto 30

Caixa de fotos.


Borboleta -criação: Michael LaFosse.

Esta caixa é presente para alguém que adora flores.

Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!

Mário Quintana



domingo, agosto 24

Leitura em boa companhia.


Acredito que além da fruição estética o que me atrai no origami é o desafio - vencer cada dobra. Mas confesso que também adoro os origamis simples, afinal existe uma beleza peculiar em tudo, basta saber olhar. Nesse momento dou a mão a Cora Coralina por meio desse maravilhoso poema.



Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.


Cora Coralina

sábado, agosto 9

Detalhes.


Quadro de origami.

Flor - criação Toshikazu kawasaki
Borboleta - criação Michael G. LaFosse
Folhas: criação ?

Quadro em madeira com aplicação de pátina provençal e papel para scrapbooking.

Quadro de origami.


Rosa- criação ?
Quadro medindo 28 x 36 cm com aplicação de craquelê sanduíche e 20 rosas em papel camurça 16x16cm.
A flor e a náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
[...]
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
[...]
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Carlos Drummond de Andrade

Que a flor da esperança nasça e cresça para todos nós.
Beijos.

sábado, julho 26

Kusudama de flor - Hana Matsuri.



Criação: ?
Execução: José.

Cubo.














Criação: ?
Execução: José

Kusudama em azul e laranja.





Criação: ?

Execução: José.

Kusudamas florais.

Kusudama Morning dew
Criação: Makoto Yamaguchi
Execução: José

Kusudama Butterfly
Criação: Makoto Yamaguchi
Execução: José

Kusudamas spring.



Criação: ?
Execução: José

Apresentando os kusudamas do José.


Cantiga quase de roda

Na roda do mundo
lá vai o menino.
O mundo é tão grande
e os homens tão sós.
De pena, o menino
começa a cantar.
(...)
cantigas que façam
o mundo mais manso,
cantigas que façam
a vida mais doce
cantigas que façam
os homens mais crianças.
(Thiago de Mello)

domingo, julho 20

Dia do amigo.


Estrela -criação: tradicional.

Meus amigos são estrelas em minha vida. Quando caminhamos e estamos chateados com algo a tendência é olharmos para baixo, mas se levantarmos nosso olhar para o céu e nos depararmos com as estrelas e toda aquela beleza imensa, perceberemos como nossos problemas são pequenos. Sim, meus amigos são estrelas, me mostram que não estou só, que a vida vale a pena, que juntos podemos brilhar e iluminar a escuridão.

meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa

presença
olhar
lembrança calor

meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão.
Paulo Leminski



domingo, julho 13

Um livro.


Borboleta - criação: Michael G. LaFosse.
Caixa Mágica de Surpresa

Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe.

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro
é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata no mar,
um foguete perdido no ar,
é amigo e companheiro.
(Elias José)

Marcadores de página.


Tinha papéis, sianinha, botões e vontade de dobrar. Resolvi, então, fazer uns marca-páginas e deu no que deu.
Os marcadores foram inspirados no criado por Vlady para a revista Flores Arte em Papel, Editora On Line, ano 3, número 4. Ele usou furadores para fazer flores e eu preferi fazer origami.
Beija-flor: criação tradicional.

sábado, julho 5

Origami e poesia.

Compromisso

Transportam meus ombros secular compromisso.
Vigílias do olhar não me pertencem;
trabalho dos meus braços
é sobrenatural obrigação.

Perguntam pelo mundo
olhos de antepassados;
querem, em mim, suas mãos
o inconseguido.
Ritmos de construção
enrijeceram minha juventude,
e atrasam-me na morte.
Vive! — clamam os que se foram,
ou cedo ou irrealizados.
Vive por nós! — murmuram suplicantes.

Vivo por homens e mulheres
de outras idades, de outros lugares, com outras falas.
Por infantes e velhinhos trêmulos.
Gente do mar e da terra,
suada, salgada, hirsuta.
Gente de névoa, apenas murmurada.


É como se ali na parede
estivessem a rede e os remos,
o mapa,
e lá fora crescessem uva e trigo,
e à porta se chegasse uma ovelha,
que me estivesse mirando em luar,
e perguntando-se, também.

Esperai! Sossegai!

Esta sou eu –— a inúmera.
Que tem de ser pagã como as árvores
e, como um druida, mística.
Com a vocação do mar, e com seus símbolos.
Com o entendimento tácito,
instintivo,
das raízes, das nuvens,
dos bichos e dos arroios caminheiros.

Andam arados, longe, em minh’alma.

Andam os grandes navios obstinados.

Sou minha assembléia,
noite e dia, lucidamente.

Conduzo meu povo
e a ele me entrego.
E assim nos correspondemos.

Faro do planeta e do firmamento,
bússola enamorada da eternidade,
um sentimento lancinante de horizontes,
um poder de abraçar de envolver
as coisas sofredoras,
e levá-las nos ombros como os anhos e as cruzes.

E somos um bando sonâmbulo
passeando com felicidade
por lugares sem sol nem lua.

Cecília Meireles

O papel certo.

Sempre preferi as caixas modulares, mas quando vi este papel imaginei uma linda caixinha. Acabei dobrando várias.
O diagrama está no livro Origami: arte japonesa em dobras de papel organizado por Dario de Sá.

domingo, junho 22

Electra colorido - do José.

O José tem 13 anos e dobra muito...

sábado, junho 21

Muito obrigada.



harusame ya utsukushû naru mono bakari

Chuva de primavera —

Todas as coisas

Parecem mais bonitas.

Chiyo-jo

Fonte: http://www.kakinet.com/caqui/antojapp.shtml

Kusudama Spring e um haicai clássico para homenagear os 100 anos da imigração japonesa.

Eu só tenho a dizer "muito obrigada", já que o origami é uma paixão para mim.

Mia e os papéis.

Não sou só eu que gosto de papel a minha gatinha também.

domingo, junho 15

Estrelinhas da sorte.



Fiz um Projeto de Ortografia com meus alunos das 5as séries. O trabalho resultou em um Bingo Ortográfico que considerei bastante motivador. Os campeões receberam pirulitos, bombons, estalinhos, haicais, estrelinhas da sorte e certificados.
As fotos foram tiradas ao sol para que ficassem mais nítidas.
O haicai da foto é:
Bocejo:
Olho pro céu,
engulo uma estrela.
Joelson Ramos
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